Os meus “Roupa Nova”

Desde que me lembro de ser gente que me lembro de ouvir os Roupa Nova. Na verdade, a banda tem a mais 7 anos de existência que os meus 33 de vida.

Fui crescendo a ouvir as suas canções que novelas imortalizaram, ou será o contrário? Verdade é que é impossível dissociar Dona da Tieta do Agreste ou A Viagem da novela sua homónima. E, se todas as canções da banda me tocam, a Viagem tornou-se, em 2004, com o falecimento da minha mãe, enquanto estava grávida de três meses, uma espécie de prece. “ E minha estrela-guia era teu riso” mãe…
Se há banda sonora da minha vida toda ela é o repertório dos “meus Roupa Nova”. Já os tinha visto ao vivo. Quem me conhece sabe que se há concerto em Lisboa eu estou lá, mas nunca tinha tido a felicidade de os conhecer. Até que surgiu o convite do Grupo Chiado para o concerto e para os conhecer. E se este blogue esteve mais parado nos últimos tempos esta efeméride pareceu-me a melhor forma para o reavivar.

E assim foi, dia 24 de Novembro de 2019 foi o dia. O grande dia! Ia, finalmente, conhecer a “minha” banda. Ia, finalmente, conhecer pessoalmente este sexteto que ao longo de décadas me fez rir, chorar, sonhar…no fundo, sentir.
Tive o privilégio de poder colocar duas questões na conferencia de imprensa. “ A Viagem tem algum significado especial para vocês?” e “ Qual dos seis, tal como eu, é um Coração Pirata?” Percebemos que o tema vida para além morte abordado na primeira canção é algo que questiona a banda não sendo consensual a opinião.


Seguiu-se a fotografia e, acima de tudo, um abraço. E há lá melhor lugar no mundo que dentro do abraço de quem gostamos e admiramos?!


O concerto foi memorável, emotivo e uma verdadeira viagem pela minha vida e pelas minhas memórias. Obrigada Roupa Nova por continuarem a cantar emoções, as minhas emoções!



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